quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Espiritualidade Prática






"Às vezes enchemos a nossa vida de Princípios perfeitos, Teorias espantosas e Sentidos inquestionáveis, mas os nossos dias continuam pobres de vida, pouco alegres, meio cinzentos… O que é que se passa?!
Depois, há sempre quem nos indique “novas teorias”, mais eficazes, receitas instantâneas “para ser feliz em duas ou três lições”… Outros há que nos apontam para uns livros de “espiritualidades assim assim”, ou recomendam-nos ao mais “especializado santinho” que houver para curar os nossos males, com a respectiva devoção a acompanhar. E a gente cá vai andando…
Gostava de partilhar contigo uma coisa: a originalidade dos cristãos é poderem experimentar, em contexto comunitário e escuta da Palavra de Deus, a Vida Teologal de Fé, Esperança e Amor. Esta é a nossa Espiritualidade, ou seja, a acção do Espírito Santo em nós!
A Vida Teologal é o próprio rosto do cristão, animado pela dinâmica do Baptismo no Espírito de
Jesus Ressuscitado. A Fé, a Esperança e o Amor são as experiências fundamentais do coração humano quando este se deixa consagrar pelo Espírito Santo. “Teologal” significa “que brota de Deus”, que se enraíza na experiência da Sua acção como Deus Vivo e Verdadeiro no nosso íntimo. Assim, a Fé, a Esperança e o Amor são a resposta agradecida dos corações que descobrem Deus como absoluta Fidelidade e Amor.
E isto nada tem de teórico! Não é uma “nova devoção” nem um conjunto de “palavras bonitas”. Ou
melhor, não pode ser… para nossa Felicidade, não deve ser; mas isso depende de nós… A verdade ou o vazio do que vivemos e acreditamos depende das nossas próprias opções. Por isso quero propor-te que “aterremos” a nossa Espiritualidade, quero pedir-te que retires a Vida Teologal do “baú das doutrinas” e a tornes verdadeiramente na única coisa que ela pode ser: Vida!
Quero propor-te uma Espiritualidade Prática em que a Vida Teologal é isso mesmo: Vida! Porque a
Vida não se “tem”, nem se “sabe”… Pratica-se! Nunca tinhas pensado nisso? Somos todos “praticantes de vida”…
Então, aprendamos a FÉ Prática: porque uma confiança em Deus que não me faça confiante em
mim próprio, nas minhas capacidades e projectos, que não me ajude a confiar na beleza da vida e do futuro, na bondade dos outros e na sua capacidade de verdade, é uma fé que não me interessa. Uma fé em Deus que não me conduza à fé em mim, nos outros e na vida, só serve para escolher imagens de santinhos em porcelana e quadros bonitos para pôr nas paredes, mas não nos recria na intimidade com o Deus que permanentemente quer “fazer novas todas as coisas” (Ap 21, 5) e nos quer fazer “nascer de novo” (Jo 3, 3).
Aprendamos a ESPERANÇA Prática: porque uma esperança em Deus que se limite a estar à minha
espera no “parapeito da morte”, não tem nada a mudar no concreto dos meus dias. Porque é no mais
concreto e inesperado dos meus dias que é necessário enraizar-me na fidelidade de Deus e na força
vitoriosa do Seu Amor por mim, capaz de me libertar de todas as fatalidades e desesperos, capaz de me inspirar atitudes optimistas e criativas diante de todas as realidades.
Aprendamos o AMOR Prático: porque um amor a Deus que não me faça livre, audaz, sonhador,
corajoso e lutador por aquilo que é bom, digno e verdadeiro, não passa de uma “paixoneta” que não me interessa, um sentimentalismo simpático, às vezes pacificador, mas que não revoluciona o mundo interior do meu coração. Porque o amor de verdade faz-nos sempre pessoas diferentes, abre-nos o peito à vida, o rosto aos outros e as mãos à partilha.
É disto que te quero falar, é isto que te quero propor: Espiritualidade Prática! Para que a Vida
Teologal seja uma fonte de Sabedoria prática no nosso dia-a-dia. Sim, garanto-te que, na medida em que conformarmos a nossa mente com a Palavra de Deus e o nosso coração com o Espírito Santo, da Fé irão brotar Opções Confiantes, da Esperança nascerão Atitudes Optimistas, e do Amor arrancarão Objectivos Audazes.
Então, tudo muda… a começar por nós, claro! Porque é sempre por nós que se começam as mudanças importantes…"
Rui Santiago

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

1º DOMINGO DO ADVENTO

Celebração dinamizada pelo 10ºAno e 7ºAno

Frase: "Jesus vem, velai!"

O Evangelho alerta-nos e desperta-nos para a vinda do Senhor, a vinda do Senhor é certa, embora ninguém saiba o dia ou a hora, por isso temos que estar atentos, preparados e vigilantes.
E será que estamos mesmo atentos? Que as nossas ações são suficientes para não nos deixarmos adormecer, nós que até vimos à missa e rezamos, fazemos mesmo tudo para esperarmos pelo Senhor? Ou damos mais valor ao que a sociedade nos diz, e sem darmos conta, duma forma muito tranquila e sossegada adormecemos, o Senhor veio e nós dormíamos?
Todos nós por momentos adormecemos, todos nós por momentos caímos na escuridão, mas nunca duvide-mos que o Senhor vem e Ele é a LUZ!
Estarmos atentos ou adormecidos apenas depende de nós!




domingo, 27 de outubro de 2013

Abertura da Catequese (06/10/2013)

"Ó Deus! Educa estas crianças. São as plantas de Teu pomar, as flores de Teu prado, as rosas de Teu jardim. Permite que sobre elas caia Tua chuva e brilhe o Sol da Realidade com Teu amor. Que Tua brisa as refresque, para que sejam treinadas, cresçam e se desenvolvam, e manifestem a maior beleza.
És o generoso! És o Compassivo!"



Entrada para a celebração




Leituras




Oração dos Fiéis




Peditório





Comunhão



Simbologia




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

32º Domingo do Tempo Comum

LEITURA I – 1 Re 17,10-16
 
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias,
o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta.
Ao chegar às portas da cidade,
encontrou uma viúva a apanhar lenha.
Chamou-a e disse-lhe:
«Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber».
Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse:
«Por favor, traz-me também um pedaço de pão».
Mas ela respondeu:
«Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus,
eu não tenho pão cozido,
mas somente um punhado de farinha na panela
e um pouco de azeite na almotolia.
Vim apanhar dois cavacos de lenha,
a fim de preparar esse resto para mim e meu filho.
Depois comeremos e esperaremos a morte».
Elias disse-lhe:
«Não temas; volta e faz como disseste.
Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui.
Depois prepararás o resto para ti e teu filho.
Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel:
‘Não se esgotará a panela da farinha,
nem se esvaziará a almotolia do azeite,
até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’».
A mulher foi e fez como Elias lhe mandara;
e comeram ele, ela e seu filho.
Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou,
nem se esvaziou a almotolia do azeite,
como o Senhor prometera pela boca de Elias.



SALMO RESPONSORIAL – Salmo 145 (146)
 
Refrão 1:  Ó minha alma, louva o Senhor.
Refrão 2: Aleluia.
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.

O Senhor ilumina os olhos do cego,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.

O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.

O Senhor reina eternamente;
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações.






LEITURA II – Heb 9,24-28

Leitura da Epístola aos Hebreus
Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas,
figura do verdadeiro,
mas no próprio Céu,
para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor.
E não entrou para Se oferecer muitas vezes,
como sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário,
como sangue alheio;
nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes,
desde o princípio do mundo.
Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos,
para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo.
E, como está determinado que os homens morram uma só vez
e a seguir haja o julgamento,
assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez
para tomar sobre Si os pecados da multidão,
aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado,
para dar a salvação àqueles que O esperam.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

X Domingo do Tempo Comum



1ª LEITURA – Gen 3, 9-15
“Estabelecerei inimizade entre a tua descendência
e a descendência dela”

Leitura do Livro do Génesis
Depois de Adão ter comido da árvore,
o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?»
Ele respondeu:
«Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim
e, como estava nu, tive medo e escondi-me».
Disse Deus:
«Quem te deu a conhecer que estavas nu?
Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?»
Adão respondeu:
«A mulher que me destes por companheira
deu-me do fruto da árvore e eu comi».
O Senhor Deus perguntou à mulher:
«Que fizeste?»
E a mulher respondeu:
«A serpente enganou-me e eu comi».
Disse então o Senhor Deus à serpente:
«Por teres feito semelhante coisa,
maldita sejas entre todos os animais domésticos
e todos os animais selvagens.
Hás-de rastejar e comer do pó da terra
todos os dias da tua vida.
Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a descendência dela.
Ela há-de atingir-te na cabeça
e tu a atingirás no calcanhar»
Palavra do Senhor.

2ª LEITURA – 2 Cor 4, 13_5,1
“Acreditamos; por isso falamos”

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Diz a Escritura: «Acreditei; por isso falei».
Com este mesmo espírito de fé,
também nós acreditamos, e por isso falamos,
sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus
também nos há-de ressuscitar com Jesus
e nos levará convosco para junto d’Ele.
Tudo isto é por vossa causa,
para que uma graça mais abundante
multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos
para glória de Deus.
Por isso, não desanimamos.
Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando,
o homem interior vai-se renovando de dia para dia.
Porque a ligeira aflição dum momento
prepara-nos, para além de toda e qualquer medida,
um peso eterno de glória.
Não olhamos para as coisas visíveis,
olhamos para as invisíveis:
as coisas visíveis são passageiras,
ao passo que as invisíveis são eternas.
Bem sabemos que,
se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita,
recebemos nos Céus uma habitação eterna,
que é obra de Deus
 e não é feita pela mão dos homens.
Palavra do Senhor.

EVANGELHO – Mc 3, 20-35
“Satanás está perdido”

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo,
Jesus chegou a casa com os seus discípulos.
E de novo acorreu tanta gente,
de modo que nem sequer podiam comer.
Ao saberem disto, os parentes de Jesus
puseram-se a caminho para O deter,
pois diziam: «Está fora de Si».
Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam:
«Está possesso de Belzebu», e ainda:
«É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas:
«Como pode Satanás expulsar Satanás?
Se um reino estiver dividido contra si mesmo,
tal reino não pode aguentar-se.
E se uma casa estiver dividida contra si mesma,
essa casa não pode aguentar-se.
Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide,
não pode subsistir: está perdido.
Ninguém pode entrar em casa de um homem forte
e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar:
só então poderá saquear a casa.
Em verdade vos digo:
Tudo será perdoado aos filhos dos homens:
os pecados e blasfémias que tiverem proferido;
mas quem blasfemar contra o Espírito Santo
nunca terá perdão: será réu de pecado eterno».
Referia-Se aos que diziam:
«Está possesso dum espírito impuro».
Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos,
que, ficando fora, mandaram-n’O chamar.
A multidão estava sentada em volta d’Ele,
quando Lhe disseram:
«Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Quem é minha Mãe e meus irmãos?»
E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse:
«Eis minha Mãe e meus irmãos.
Quem fizer a vontade de Deus
esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».
Palavra da salvação.
Profissão de Fé